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Peça de teatro “O que estás a fazer”

No dia 18/11 os alunos do segundo e terceiro ciclo assistiram à peça de teatro “O que estás a fazer”. O evento insere-se no projeto de responsabilidade social da Fundação Portugal Telecom – Comunicar em Segurança.

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Estiveram presentes cerca de 250 alunos da Escola Básica Infante D. Pedro. Realizaram-se duas representações no Auditório Municipal, uma das quais durante a manhã, dirigida ao 3º ciclo e outra à tarde dirigida aos alunos do 2º ciclo.

Por magia os atores transportaram o público ao mundo virtual da INTERNET. Isso mesmo, a internet, esse mundo intangível, próximo e aparentemente distante, foi inicialmente apresentada como uma realidade inteiramente positiva. Realmente em frente do computador que consequências negativas podem advir? Os usurários sentem-se protegidos e tomam ilusoriamente o que fazem por inconsequente. Nos jogos, os carros chocam, andam em contra mão, as personagens saltam de alturas incríveis não se magoando. Tudo se afigura fictício e despojado de densidade real. Se a esta perceção se adicionar a convicção de que todas as pessoas são bem intencionadas e derivativamente baixarmos a guarda, descuidando regras fundamentais de utilização, podemos mais facilmente ser vítimas de consequências nefastas.

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A representação inicia com um adolescente radiante, olhos deslumbrantemente abertos em frente ao ecrã, que entabula um curto diálogo no messenger com alguém do outro lado. Através da encenação bem humorada, protagonizada por Pedro Górgia, Alexandre Silva e Vicente Morais, por entre risos, com muito humor, os nossos alunos são conduzidos a assuntos importantes. É um dado adquirido que a internet é uma conquista humana de relevo, mas todos ficaram mais cientes de que nem sempre é inócua. Como qualquer outro instrumento é passível de usos positivos, mas também para serve para ferir e causar prejuízo. A sua imaterialidade conduz-nos a tomá-la por virtual, contudo a tecnologia é bem real na medida sobretudo em que tem implicações imediatas e diretas  que afetam as pessoas.

Certo é que quando voltaram a ter os pés no chão todos estavam mais conscientes de algumas regras básicas a adotar para evitar os aspetos negativos da internet. Atenção, fizeram log out ao saírem?

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 Aprenderam através de um questionário que: podem naturalmente comunicar alguns dados, mas que não devem fornecer elementos pessoais, como moradas, números de telefone, números de contas bancárias quando lhes surgem janelas pop up a brilhar; não é lícito postar fotos de outras pessoas, das casas ou de bens pessoais dos mesmos na net sem o seu consentimento; devem evitar sites que não sejam seguros. Realizaram que devem sempre fechar as portas (fazer log out); que apenas devemos comprar em sites certificados; quando falam através do skyp as suas imagens podem ser postas a circular através da internet. Menos naifs perceberam que nunca se sabe quem está oculto por uma foto do facebook.

 Um aspeto menos positivo: a peça não abordou o tema do cyberbullying, nem do bullying como constava da programação prévia. Aludiu-se durante a representação ao cyberbullying, mas aquela referência não foi explorada. Quanto a isso o senso comum é judicioso ao afirmar que o ótimo é inimigo do bom. Com efeito a peça foi extremamente divertida e os atores, souberam manter o público – constituído por alunos, professores e algumas pessoas da universidade sénior – atento, surpreendendo a cada momento.

Antes das atuações, grupos de alunos do 5º ano distribuíram folhetos informativos elaborados e preparados por eles com laçarotes e rebuçados, no âmbito de campanha contra o bullying desenvolvida na escola. Estão de parabéns pela qualidade dos trabalhos e porque eles mesmos foram autores dinamizaram uma campanha ao nível escolar, vocacionada especificamente para o segundo e terceiro ciclo, mas que se pretende, na conclusão da atividade atinja também o primeiro ciclo. No mesmo dia inaugurou-se na biblioteca escolar da Escola Infante D. Pedro, uma exposição de cartazes e folhetos realizados pelos alunos do 5º ano. As atividades dos 5ºs anos foram de parceria, resultando de projeto de colaboração entre os Serviços de Psicologia e a Disciplina de Educação Moral e Religião Católica, subordinada ao lema, Dá Calor à Amizade! O bullying é Frio demais.

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Voltando ao teatro, sublinha-se que a parceria escola/município – na medida em foi o município que sugeriu a realização do evento – resultou muitíssimo bem. A articulação com os professores, foi igualmente perfeita tendo os docentes sido um elo indispensável para que a atividade se tenha desenvolvido de acordo com o programado.

 Finalmente uma palavra para os corajosos que se voluntariaram e após um exigentíssimo casting foram aceites para contracenar com os atores. Entrosaram-se bem em palco, no papel de compradores descuidados, simpáticas portas e computadores com bonito sorriso.

Acabou-se a história, com palmas e intermináveis autógrafos que deliciaram os nossos alunos. Os atores, assediados por avalanches de pedidos, foram inexcedivelmente gentis e sem claudicar, preencheram de arabescos os bilhetes, para alegria do público mais jovem.

João Mendes

Psicólogo Infante D. Pedro



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