Missão

 Missão corresponde à razão de ser de uma Escola. Ela deve sintetizar os valores, objetivos e intenções que a norteiam. Representa a identificação da própria organização e justifica a sua razão de existir. Deve também constituir-se como aglutinadora de vontades e elemento fundamental de motivação para todos os membros da comunidade.

A Missão da nossa Escola é proporcionar uma Educação/Ensino Aprendizagem que com rigor, ética e responsabilidade caminhe ao encontro da excelência.


IDENTIDADE

 A História

 1971- Foi criada pela portaria nº 447/71 de 20 de Agosto a Escola Preparatória Infante D. Pedro, em resultado da reforma introduzida pelo então Ministro da Educação, professor Veiga Simão. Começou então a funcionar o antigo 1º ano (correspondente ao atual 5º ano de escolaridade).

Em 20 de Outubro do mesmo ano iniciam-se as atividades letivas, nas instalações do Clube Desportivo e Recreativo Penelense. Matricularam-se naquele ano letivo de 1971/72, 75 alunos, dos quais só 61 o frequentaram. Teve então por diretor Carlos Moreira Alves.

1973/74 – Carlos Moreira Alves foi revezado na direção da Escola por Maria Celeste Almeida, que se manteve em funções até 10 de Maio de 1974, altura em que Maria Manuela Rodrigues, 1ª professora efetiva da escola desde 8/5/1973, é nomeada pelo Delegado da Junta de Salvação Nacional na Região Militar de Coimbra, presidente de uma Comissão de Gestão.

1975/76 – Começou a funcionar em regime experimental o antigo 5º ano, correspondente ao atual 9ºano de escolaridade. Naquele ano, Maria Manuela Rodrigues assumiu a presidência da Assembleia Administrativa da Câmara Municipal de Penela, deixando de exercer funções no órgão de gestão da Escola.

1976/77 – Até ao dia 2 de Fevereiro manteve-se em funções uma Comissão de Gestão presidida por António da Costa Henriques. Depois do dia 2 de Fevereiro de 1977, Maria Manuela Rodrigues reassumiu até final desse ano letivo a presidência  da Comissão de Gestão.

Entre 1977 e 1983 a Gestão da Escola conheceu anualmente um presidente diferente:

1977/78 – A última Comissão de Gestão foi presidida por Maria de Lurdes Beça Baltazar de Lima.

A partir do ano letivo de 1978/79 o Órgão de Gestão da Escola passaria a designar-se “Conselho Diretivo” e até 1983 conheceria as seguintes presidências:

1978/79 – Adelaide Almeida e Sousa.

1979/80 – Homero António Cabral da Fonseca.

1980/81 – José de Albuquerque Moreira Ângelo.

1981/82 – António Fernando Ladeiras Bastardo.

1982/83 – Liliana Maria de Oliveira Cardoso Simões Domingues

O crescimento da população escolar implicou um alargamento do espaço, que se tornara exíguo no edifício primitivo. As aulas passaram a ministrar-se noutros imóveis da vila, designadamente no prédio da repartição de Finanças, atual posto da Guarda Nacional Republicana, em pavilhões pré-fabricados colocados no patamar do terreno imediatamente descendente da Praça da República, atual Restaurante D. Sesnando, e no edifício da esquina da Praça da República que durante muito tempo viria a albergar a agora extinta Residência de Estudantes de Penela.

Nos anos letivos de 1983/84 e de 1984/85, a presidência do Conselho Diretivo foi assumida por Glória Silvina Almeida de Marques Bastardo.

Face à criação dos novos anos de ensino e à semelhança do que aconteceu com outras escolas preparatórias, a Escola Preparatória Infante D. Pedro passou, pela portaria nº 55-C/86 de 12 de Fevereiro, a designar-se Escola C+S (preparatório e secundário), mas com lecionação apenas até ao 9º ano. Viriam então a nascer novas instalações que, embora provisórias, reuniram na Avenida Infante D. Pedro toda a escola até então dispersa, num edifício de seis blocos.

Durante os anos letivos de 1985/86 e 1986/87, a Escola passou a ser gerida por uma Comissão Instaladora, ainda presidida por Glória Silvina Almeida de Marques Bastardo.

1986/87 – iniciaram-se cursos noturnos e tornando-se possível o alargamento da escolaridade até ao 11ºano. Quando foram reestruturados deixaram de existir pela pouca aceitação que passaram a ter.

1987- Regresso da gestão por “Conselho Diretivo”. Presidentes:

1987/88-Isabel Maria Alçada da Gama Castela Lobo.

1988/89 e 89/90-Manuel dos Santos Simões Nabo.

1990/91-João Manuel dos Santos Alves Ramos.

Ano letivo de 1991/92 – a Escola C+S Infante D. Pedro passou a Escola Básica Integrada de Penela, resultante da fusão da ex-escola primária da sede concelhia e da ex-escola C+S. Posteriormente, a nova escola acolheu os alunos do 1º ciclo da vila e os das povoações de Alfafar, Favacal e S. Sebastião, cujas escolas foram extintas pelo reduzido número de alunos.

Desta fusão resultou naturalmente um aumento do número de alunos e um consequente congestionamento das instalações. As condições de funcionamento deterioraram-se e os alunos voltaram a ser distribuídos por outro edifício (ex-escola primária), tendo as aulas de Educação Física passado a decorrer nos pavilhões desportivos da Câmara, do Clube Desportivo Penelense e da CERCI e a natação nas piscinas municipais.

A presidência do Conselho Diretivo foi então assumida, até ao ano letivo de 1994/95, por Adérito Augusto Machado Mamede.

1995/96 – Margarida Paula Vale e Pina Barreto assume a presidência do Órgão de Gestão da Escola.

O processo conducente à construção de um novo imóvel viria a ser aprovado e adjudicado e as obras começaram em 18 de Novembro de 1995.

3 de Outubro de 1996 – Abriu portas o novo edifício de três blocos da Escola Básica Integrada Infante D. Pedro.

27 de Fevereiro de 1997- O novo edifício é inaugurado pelo então Primeiro-Ministro, António Guterres. Na ocasião da inauguração a Escola passou a designar-se Escola Básica Integrada Infante D. Pedro. Contudo, a área dedicada à Educação Física e atividades similares manteve-se em obras, pelo que as aulas continuaram a decorrer durante algum tempo nos espaços atrás mencionados.

2004-2005 – Margarida Paula Vale e Pina Barreto deixa o cargo de presidente do Conselho Executivo, pondo fim ao mandato mais longo exercido pela mesma pessoa, que esta escola já conheceu.

2005-2006 – Toma posse uma Comissão Instaladora presidida por Avelino Ferreira Santos.

2006/07 – Avelino Ferreira Santos é eleito presidente do Conselho Executivo.

Início das “AEC’S”

Entrada em funcionamento de um software de gestão escolar que veio permitir a todo o pessoal docente, auxiliar e discente o uso de um cartão magnético multifuncional.

Foram encerradas duas escolas básicas do primeiro ciclo, no âmbito da reestruturação da rede escolar.

Teve lugar o 1º “Fórum Educação” promovido pela Câmara Municipal de Penela, espaço de debate e troca de ideias sobre educação, que desde aí tem vindo a abrir o ano letivo no Concelho.

Iniciou-se o primeiro Curso de Educação-Formação em Eletricidade de Instalações Elétricas.

A escola foi reequipada em termos informáticos, nomeadamente no que diz respeito ao funcionamento de redes, rede Wireless e computadores portáteis.

2007/2008 – A escola iniciou o processo de transição para o novo modelo de gestão definido pelo decreto – lei nº75/2008 de 22 de Abril, elegendo o seu Conselho Geral Transitório.

Entraram em funcionamento os Planos Nacionais de Ensino do Português e da Matemática.

Foi atribuída à escola a bandeira verde do programa “Eco-Escola” por boas práticas ambientais.

A Escola foi distinguida com o Prémio Caixa de Crédito Agrícola.

Teve lugar o primeiro curso de formação em Empreendedorismo.

2008/2009: A Escola foi distinguida com o Prémio Montepio Geral.

O Patrono

 O nome encontrado foi o do Infante D. Pedro, príncipe da dinastia de Avis, infante de Portugal, primeiro duque de Coimbra, senhor de Montemor e Aveiro, filho de D. João I e de D. Filipa de Lencastre que nasceu em Lisboa a 9 de Dezembro de 1392.

Seu pai proporcionou-lhe uma educação esmerada e excecional, numa era em que os grandes senhores eram pouco mais, senão mesmo, analfabetos. Em 1415, acompanha o pai na conquista de Ceuta e é feito cavaleiro no dia seguinte à tomada da cidade, na recém consagrada mesquita. É nesta altura que lhe é conferido o ducado de Coimbra, tornando-se, com o irmão Dom Henrique, 1º duque de Viseu, nos dois primeiros duques criados em Portugal.

Entre 1425 e 1428 percorreu a Europa, tornando-se o Infante das Sete Partidas. Reza alguma bibliografia que partiu por despeito, pela preferência que D. João manifestava por D. Henrique, motivada, segundo alguns autores, pelo próprio carácter de D. Pedro, mais sensível à causa dos fracos do que à sua condição conviria.

  Na Hungria bateu-se contra os turcos e os hussitas, ao lado do imperador Sigismundo, o que lhe valeu o ducado de Treviso. Visitou Barcelona, a Flandres, Inglaterra, Castela, Veneza, Pádua, Ferrara e Roma, onde foi recebido pelo papa Martinho V. Em Inglaterra foi condecorado pelo seu primo Henrique IV com a Ordem da Jarreteira. É de crer que a sua viagem tivesse motivos diplomáticos, mas desse contacto com os grandes centros resultou sobretudo uma larga visão dos problemas internacionais que ele havia de imprimir à política portuguesa. Por tudo isto, dele se escreveu que “partiu um homem medieval e voltou um homem moderno”.

Em 1429, D. Pedro casa com a princesa D. Isabel de Aragão, condessa de Urgel e em determinada altura herdeira de Aragão, com quem constitui, segundo as fontes, uma união de amor. Desta união nasceram seis filhos: D. Pedro, condestável e escritor de mérito, que foi rei de Barcelona; D. Isabel, rainha de Portugal; D. Jaime, bispo de Arras e cardeal; D. João, rei de Chipre; D. Brites e D. Filipa.

Foi desde cedo senhor de um importante património, que a partir de 1415 se reconhece na unidade do ducado de Coimbra, senhorio jurisdicional e dominial que englobava diversas terras, direitos e jurisdições. Aqui se incluía o concelho de Penela que, juntamente com o da Lousã, montava guarda a Coimbra por sudeste. Poucas são as referências que se referem à permanência do infante no seu ducado antes de correr as “sete partidas”. Contudo, durante os anos que decorreram entre o seu regresso e o ser chamado à vida política, raramente terá saído destes seus domínios de Coimbra, para onde fora viver depois do seu casamento.

Ter-se-á então o infante dedicado ao estudo, atividade que, a crer no magister artium Mateus Pisano, o atraía desde a infância. Esta sua faceta é também atestada por cronistas como Zurara, para quem D. Pedro além do seu grande e natural saber estudara as artes liberais ou Rui de Pina que o considerou bem latinizado e assaz mystico em ciências e doutrinas de letras e dado muyto ao estudo. A sua preferência foi para traduções e adaptações, que não deixou de ilustrar com exemplos de diversos autores e da sua própria experiência. Assim foi com a sua principal obra, o Livro da Virtuosa Benfeitoria, uma tradução do De Beneficiis de Séneca alegadamente escrito pelo seu confessor Frei João Verba, com base em texto inicial do Infante. O livro em causa é um meio fecundo para aceder às doutrinas políticas da Geração da Avis, nomeadamente as que se referem à tese da origem popular do poder, que tendo origem mediata em Deus como autor da natureza social do homem, tem origem imediata na vontade dos homens reunidos em comunidade política. Invocava as virtudes da obediência e sobretudo a superioridade moral dos governantes, expressa numa aliança entre o poder e a sabedoria. A este último tema se dedicará também na Carta de Bruges, escrita a seu irmão D. Duarte, em que critica asperamente a falta de cultura da nossa administração. Para o Infante, importa que príncipe e sabedor sejam uma só cousa, A Carta de Bruges é uma crítica contundente à situação real do Estado Português, chamando a atenção de seu irmão para o facto de ser pela cultura e pelo prestígio dos seus colégios e universidades que os estados se conseguem impor no contexto das grandes nações do mundo.

Na morte de D. Duarte, seu rei e irmão mais velho, D. Pedro é preterido na regência de D. Afonso V de Portugal a favor da rainha-mãe, D. Leonor de Aragão. A escolha do falecido rei não era, no entanto, popular, e a fação opositora de D. Leonor em breve saiu às ruas. Um motim em Lisboa foi evitado in extremis, convocando-se uma reunião das cortes para normalizar a situação. O resultado do encontro foi a nomeação de D. Pedro para a regência do pequeno rei em Dezembro de 1439, deixando a classe média de burgueses e mercadores deveras satisfeita. No entanto, dentro da aristocracia, em particular D. Afonso, conde de Barcelos (meio irmão de D. Pedro), preferia-se a mais maleável D. Leonor de Aragão e desconfiava-se do valor do Infante. Começa então uma guerra surda de influências e D. Afonso consegue transformar-se no tio favorito de D. Afonso V. Em 1443, num gesto de reconciliação, D. Pedro torna o meio irmão D. Afonso no primeiro duque de Bragança e as relações entre os dois parecem regressar à normalidade. Indiferente às intrigas, Pedro continua a sua regência. Finalmente, a 9 de Junho de 1448, D. Afonso V atinge a maioridade e D. Pedro entrega o controlo de Portugal ao rei, verificando-se o grau de influência do Duque de Bragança sobre D. Afonso.

Vontade prisioneira entre a época dos senhores feudais e a da burguesia urbana, «Dúplice dono (…) de dever e de ser» como dele diz Fernando Pessoa na Mensagem, a apreciação da sua regência divide os historiadores. Contudo, parece prevalecer a ideia de que, depois do infante D. Pedro, os concelhos, e logo os povos, regrediram, perdendo terreno em proveito da nobreza e do clero.

A 15 de Setembro, D. Afonso V anula todos os éditos de D. Pedro. A situação torna-se insustentável, e começa uma guerra civil. Breve, pois a 20 de Maio de 1449 ocorreu a batalha de Alfarrobeira perto de Alverca, durante a qual o Infante morreu. As condições exatas da sua morte continuam a causar debate: aparentemente D. Pedro morreu em combate, mas a hipótese de um assassínio disfarçado na batalha nunca foi descartada. Talvez porque, como escreveu recentemente um conceituado historiador, era “como se ele fosse o corpo de uma ideia medonha que era preciso matar”.

Com a morte de D. Pedro, Portugal caiu nas mãos de D. Afonso, 1º duque de Bragança, com cada vez mais poder sobre o rei. No entanto, o período da sua regência nunca foi esquecido e D. Pedro viria a ser citado muitas vezes pelo rei D. João II de Portugal (seu neto) como sendo a sua maior influência. A perseguição implacável que D. João II viria a mover aos Bragança terá sido talvez a resposta às conspirações que causaram a queda do maior príncipe da Ínclita geração.

                                                                             (In Projeto Educativo, Agrupamento Penela)