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“A Gaguez e os seus Mitos”

A Disfluência, geralmente conhecida por Gaguez, é uma perturbação da comunicação que atinge cerca 5% das crianças e 1% da população mundial. Sabe-se ainda que 75% das pessoas com esta perturbação são do género masculino. A gaguez é uma perturbação da fluência (disfluência) que se carateriza por um maior esforço físico e mental no ato de falar,menor velocidade de discurso e pausas na transmissão da mensagem. É frequente a repetição de partes de palavras (e.g., ga-ga-gato) ou bloqueios, sobretudo quando as palavras começam pelos fonemas/sons “p, t, c, b, d, g”, prolongamento de sons, sobretudo no “s” e no “ch” (e.g., ssssaia). A maioria das pessoas que gaguejam possuem familiares com a mesma condição, o que demonstra que esta perturbação tem um forte caráter genético, e não de base emocional. Quem nunca ouviu dizer que quem gagueja é porque apanhou um grande susto? Ou que é uma pessoa muito nervosa e ansiosa? Ou ainda, que começou a gaguejar devido a um trauma na infância (e.g., divórcio dos pais)? Pois bem, tudo isto são mitos! A gaguez tem causas genéticas, neurofisiológicas, linguísticas e ambientais. 

O que é falar? Falar é a ação motora mais rápida que uma pessoa é capaz de realizar. Esta implica coordenar uma sequência de movimentos, que resultam de contrações musculares de estruturas envolvidas nas funções de respiração, fonação e articulação dos sons, que permitem a criação de discurso, quando estão relacionados com um processo cognitivo de planeamento linguístico (escolha de palavras e construção de frases).

Quando pode surgir a gaguez? A gaguez pode surgir aos 18 meses, porém na maioria das vezes apenas se começa a manifestar entre os 2 e os 4 anos. A criança pode realizar repetição de sons, sílabas ou palavras, depois prolongamentos e em seguida podem aparecer bloqueios. Na gaguez podem surgir alguns sentimentos associados, tais como a irritação, frustração, vergonha e culpa, o que pode conduzir ao evitamento de determinadas situações de comunicação (e.g., falar em público). Se estes sinais persistirem por mais de seis meses e a eles estiverem associados o “piscar os olhos”, “abanar a cabeça” e que isso parece que a ajuda a falar, então estamos perante vários sinais de alerta que devem ter uma resposta especializada por parte de um Terapeuta da Fala.

 

O que não dizer e fazer a uma pessoa com gaguez? As pessoas com gaguez utilizam estratégiasque lhes permitem comunicar e ultrapassar as barreiras na comunicação. Contudo, a maioria das pessoas tem tendência a interferir no discurso das pessoas que gaguejam, não lhes dando o tempo necessário para conseguirem comunicar aquilo que pretendem. A uma pessoa com gaguez nunca lhe peça para respirar fundo, falar devagar, ter calma, pensar antes de falar e não lhe complete as frases. Estas atitudes apenas vão aumentar os sentimentos negativos associados à gaguez e às situações que lhes obriga a comunicar, fazendo com que a pessoa cada vez mais se isole e evite situações de comunicação. Ao contrário do que se pensa, a pessoa com gaguez sabe o que quer dizer, mas as palavras ou os sons, simplesmente “não saem”.

A gaguez tem cura? Não! Contudo uma intervenção precoce permite um tratamento eficaz desta perturbação. O tratamento da gaguez é realizado pelo Terapeuta da Fala que consiste na minimização dos sintomas, através da aprendizagem de estratégias de relaxamento, controlo de respiração, modificação do padrão de fala com vista à atenuação das manifestações da gaguez tornando a comunicação mais eficaz, à promoção de atitudes positivas perante as situações de comunicação e acima de tudo, possibilitar que a gaguez não tenha um impacto negativo na qualidade de vida de quem gagueja.

Suzana Mariano – Terapeuta da Fala

“Nem só com a fala se comunica”

A comunicação não-verbal é a forma de comunicar mais importante e primitiva do ser humano. Esta é uma característica que partilhamos com alguns animais desde a pré-história. As expressões faciais, os gestos, o tom de voz, a velocidade, o ritmo e a intensidade, bem como o conjunto de movimentos corporais (e.g., como o mexer as mãos à medida que vai falando, o contacto ocular) fazem parte da comunicação não-verbal e transmitem a mensagem de uma forma mais clara, ao contrário da fala.

Numa comunicação frente a frente verifica-se que apenas 7% da mensagem é transmitida verbalmente (somente as palavras), 38% da informação é vocal (tom de voz, ritmo, velocidade e volume) e os restantes 55% são não-verbais (gestos, expressão facial, postura). A linguagem não-verbal é a maior responsável pela transmissão das nossas mensagens e a sua interpretação por parte do recetor.

A comunicação não-verbal deve ser interpretada segundo o contexto cultural onde se insere, uma vez que dele depende. A interpretação da comunicação não-verbal é condicionada, para além da cultura, também pela idade, género, contexto e modo de comunicação.

Já comunicou com outra pessoa, sem ouvir a sua voz e sem a ver à sua frente? Provavelmente sim. Este tipo de comunicação refere-se à que realizamos por e-mail, via onlinepelos chats, bem como por mensagem escrita. As conversas assim não lhe parecem frias e vazias de emoção? Pois bem, até a tecnologia teve de evoluir nas suas formas não-verbais e criou os “emoji” que nos permitem enviar uma mensagem associando um sentimento e uma emoção. Se não fosse esse o caso, muitas mensagens poderiam ser mal interpretadas.

Todos nós nascemos com a capacidade de identificar expressões faciais, gestos e posturas. Contudo ao longo do nosso crescimento, começamos a assimilar outras formas de comunicação não-verbais que nos permite entender as intenções de quem fala connosco e compreender se gostam de nós, se está atento ao que dizemos, se quer continuar ou terminar aquele momento de comunicação. De uma forma geral, pode-se verificar que a comunicação não-verbal desempenha um papel fundamental na conversação, muito mais do que as palavras.

Saber usar e interpretar a linguagem não-verbal é uma das maiores vantagens na comunicação do dia a dia. Ter conhecimento sobre estes sinais, não só nos melhora a comunicação, bem como pode definir o nosso sucesso na vida profissional, bem como na vida pessoal. A linguagem não-verbal é um dos fatores muito importantes para decidir os que são escolhidos, tem melhores empregos, melhores relações, melhores promoções, melhores resultados, logo melhor vida.

Na próxima conversa que tiver, esteja mais atento a estes sinais!

Suzana Mariano – Terapeuta da Fala



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